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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Os adventistas deveriam se envolver em combates? Qual é a posição da igreja?

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Por séculos, a igreja cristã tem refletido sobre a questão da guerra e a atitude cristã para com ela. Infelizmente, não estou seguro se posso dar uma resposta específica às suas perguntas, mas permita-me apresentar-lhe alguns pontos para serem considerados:

1. A Guerra como um Fenômeno Social Constante: Visto que o fenômeno do pecado faz parte da experiência humana, a guerra, em certa extensão, caracterizará a vida social e os relacionamentos entre as nações (Mt 24:6). Os seres humanos sempre estão sob a ameaça ou a realidade da guerra; paz mundial absoluta é uma utopia, como claramente demonstra a história humana.

2. A Guerra É Sempre Má: Também devemos reconhecer que não há o que se chama de guerra justa. Somente Deus, que é Todo-Poderoso e Todo-Amoroso, pode definir e de fato suscitar uma guerra que resulte em paz permanente. As tentativas cristãs para definir as condições sob as quais seria correto aos cristãos participar na guerra são chamadas apenas de tradição de guerra. Ela provê diretrizes que podem ser úteis para os cristãos, mas sua utilidade é debilitada pelo fato de dar a impressão de que, sob certas circunstâncias, a guerra pode ser moral ou religiosamente justificável. A igreja deve insistir o tempo todo na malignidade das guerras humanas.

3. Promove Paz e Reconciliação: A constância das guerras obriga a igreja a pensar a respeito de como se relacionar com esse mal social. Nesse ambiente particular, a principal função da igreja é promover e apoiar a paz e a reconciliação (cf. Mt 5:9). É assim que a igreja luta contra a guerra, uma tarefa interminável em um mundo de rebelião e agressividade. A igreja deve sempre estar disposta a servir a ambas as partes envolvidas em um conflito potencial ou real, na tentativa de evitá-lo ou de pôr fim a ele.

4. Provê Orientação aos Membros da Igreja: Também devemos reconhecer que, em alguns casos, a participação dos ‘membros’ da igreja na guerra é inevitável, obrigando-os individualmente a refletir quanto a como devem se relacionar com esse fenômeno. É responsabilidade da igreja prover-lhes orientação a fim de que determinem o que fazer como cristãos. Deveríamos promover o não ser combatente entre os membros, com base no ensino bíblico do valor da vida humana. Os membros que não desejam participar da guerra, de forma alguma, não importa o custo, devem encontrar apoio espiritual e emocional na igreja para permanecer fiéis ao seu chamado.

É da responsabilidade da igreja promover, entre os membros da igreja que por algum motivo devem se unir ao exército, a importância da obediência a Deus. A lealdade a Deus deve suplantar a obediência aos seres humanos. Quando o serviço no exército pode resultar em conflito aberto com as convicções religiosas, Cristo e Sua igreja esperam a lealdade a Ele. Devemos estar dispostos a dialogar com os oficiais do governo em um esforço para obter para nossos membros o direito de praticar suas convicções religiosas enquanto estão no exército.

5. Os Membros Devem Determinar a Extensão de Seu Envolvimento: A extensão do envolvimento do membro individual da igreja na guerra é uma questão entre ele e Deus. Embora a igreja nunca deva dar a impressão de que certas guerras são justificáveis e, portanto, corretas, ela deve reconhecer que, em algumas situações, os membros da igreja podem sentir que escolheram o mal menor e que isso pode requerer o seu envolvimento na guerra defensiva. Em tais casos, os membros da igreja podem se beneficiar ao examinar os princípios da guerra justa, sem concluir que a guerra em si ou seu envolvimento é moralmente justificável.


Entre os princípios da guerra justa que lhes poderiam ser úteis, sugerimos os seguintes: (1) o propósito final é a paz; (2) a guerra foi o último recurso; (3) a violência se limitará aos combatentes; e (4) o uso mínimo da força necessária para a vitória. Esses elementos estabelecem alguns parâmetros que ajudarão a tornar a guerra menos desumana e tentarão respeitar o apelo de Jesus para amar nossos inimigos (Mt 5:44). Por enquanto, vislumbramos um futuro em que não mais haverá guerras (Is 2:3, 4).


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Deus Espírito Santo


Conta-se que uma menina e sua avó estavam na igreja certa manhã. A menina se ocupava com seu desenho, aparentemente alheia àquilo que o pregador dizia. Porém, ela estava escutando. Em dado momento, puxou a manga da blusa da avó e perguntou:

– Vovó, o pastor disse que Deus vive em nós?

– Sim, querida. Ele vive.

Ela continuou desenhando por mais alguns momentos, até que outra pergunta exigiu uma resposta urgente.

– Vovó, o pastor acabou de dizer que Deus é maior do que nós?

– É claro, princesa. Deus é maior do que nós.

– Se Ele é maior do que nós, e mora dentro de nós, uma parte dele não devia aparecer pelo lado de fora?[1]

A menina tem razão; realmente, deveria. Uma experiência real e genuína com Jesus permite que Ele seja visto “pelo lado de fora” de nossa vida. Chamamos isso de testemunhar. É isso que o Espírito Santo, manifestado mediante o fruto e os dons, pode fazer por intermédio do povo de Deus e pela obra de Deus. E o Espírito Santo só pode fazer isso em nós e por nós porque é Deus, e não meramente uma força misteriosa impessoal atuando em algum lugar.

A divindade do Espírito Santo

O ensino bíblico é claro: O Espírito Santo é Deus, tanto quanto o Pai e o Filho. Na Bíblia há diversas provas disso; vou mencionar apenas sete:

1 - Ele é chamado de Espírito eterno: “Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”. Hebreus 9: 14.

2 - O Espírito pensa as coisas profundas de Deus: “Porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. 2 Coríntios 2:10-11.

3 -O Novo Testamento atribui à pessoa do Espírito Santo o que o Antigo Testamento apresenta como obra de Deus. Compare, por exemplo, Atos 28:25-26 com Isaías 6:8-9 (“E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis”. /// “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais”). Como se observa, o Espírito Santo do Novo Testamento é o Senhor do Antigo Testamento. Outro exemplo é o de Hebreus 3:7-9 com Êxodo 17:7.

4 - O Espírito Santo é onipresente. Salmo 139:7: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?”.

5 - O Espírito Santo é onisciente. 1 Coríntios 2:10: “Porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus”. Como afirma John Miley, nenhuma pessoa pode conhecer as coisas secretas na mente de outras pessoas, mas o Espírito sonda e conhece todas as coisas. “A ênfase mais profunda está no fato de que Ele busca e conhece a mente de Deus. A busca é o conhecimento mais absoluto. Este é o sentido de ἐρευνᾷ, como o termo é usado em outros textos. Não há expressão mais forte de uma onisciência absoluta nas Escrituras. Esta é a onisciência do Espírito Santo”.[2]

6 - O Espírito Santo é onipotente, a ponto de distribuir os dons segundo o seu critério.  1 Coríntios 12:11: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.”

7 - Porque lhe é dada adoração divina: na fórmula batismal (Mateus 28:19) e na bênção apostólica (2 Coríntios 13:14 e Apocalipse 1: 4). Em 1 Coríntios 6:20, somos advertidos: “Glorificai a Deus no vosso corpo”, mas é o Espírito Santo que habita no corpo como Seu templo (verso 19). Em Atos 4:23 a 31, a igreja apostólica está em oração e adoração, e o Espírito Santo é central neste processo (versos 25 e 31).[3]

Além dos diversos versículos bíblicos já mencionados, vale a pena citar Atos, capítulo 5, o qual “fornece evidência persuasiva em favor da divindade do Espírito. Pedro disse a Ananias que este mentira ao Espírito Santo (Atos 5:3), o que fortemente implica que Ananias praticou falsidades diante do Deus Espírito Santo, e não em relação a Deus o Pai ou […] Deus o Filho”.[4]

É também fundamental compreender, como lembra Charles Hodge, que “as obras do Espírito são as obras de Deus. Ele moldou o mundo. (Gn 1: 2). Ele regenera a alma: nascer do Espírito é nascer de Deus. Ele é a fonte de todo conhecimento; o doador de inspiração; o professor, o guia, o santificador e o Consolador da Igreja em todas as épocas. Ele modela nossos corpos; Ele formou o corpo de Cristo, como habitação adequada para a plenitude da Divindade; E Ele deve vivificar nossos corpos mortais. (Romanos 8:11)”.[5]

Cuidado com o estudo sobre o Espírito Santo

Devido à nossa limitação humana, é impossível compreender muita coisa sobre Deus, Sua pessoa e obras. Em relação com a pessoa do Espírito Santo não é diferente: o que dEle podemos e devemos saber está revelado nas páginas das Escrituras, quer seja lógico ou não à razão humana. É com esse cuidado em mente que devemos analisar o que nos diz a Palavra de Deus sobre a Terceira Pessoa da Trindade. Uma postura humilde é altamente necessária neste empreendimento.

Entretanto, mais do que apenas compreender quem é o Espírito Santo, precisamos experimentar Seu poder transformador descrito nas Escrituras. Como?

  • Permitindo-lhe e convidando-O que atue em nosso coração;
  • Colocando nossa vontade ao Seu dispor;
  • Fazendo atividades que facilitem Sua atuação em nós (por exemplo: oração, leitura da Bíblia, testemunho).


Ao mesmo tempo, devemos evitar coisas em nossa vida que nos distraem e nos impedem de desfrutar a plenitude do poder do Espírito. Exemplos:

  • Atividades que nos distanciam de Deus: músicas, livros e filmes que não refletem a vontade de Deus;
  • Alimentação que nos indispõe para concentrar nossa mente com as coisas divinas;
  • Estilo de vida que nos torna seculares e insensíveis à voz de Deus.


Afinal, como negligenciar Aquele que – como o Pai e o Filho – merece ser adorado e louvado? Como ignorar Aquele que é responsável por nossa segurança e salvação?

Referências:

[1] Ron E. M. Clouzet. A Revolução do Espírito: Você está preparado? Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016, p. 106.

[2] John Miley. (1892). Systematic theology, volume 1 (p. 262). New York: Hunt & Eaton.

[3] W. G. T. Shedd. (2003). Dogmatic theology. (A. W. Gomes, Org.) (3rd ed., p. 269). Phillipsburg, NJ: P & R Pub.

[4] Woodrow Whidde, Jerry Moon e John W. Reeve. A Trindade.  Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003, p. 85.

[5] Charles Hodge. (1997). Systematic theology (Vol. 1, p. 528). Oak Harbor, WA: Logos Research Systems, Inc.



Adolfo Suárez: Reitor do SALT-DSA. Pastor, teólogo e educador. Doutor e Mestre em Ciências da Religião. Pós-Doutor em Teologia. Bacharel em Teologia e Licenciado em Pedagogia. Professor de Pós-Graduação na Faculdade de Teologia no UNASP-EC. Visiting professor do programa Master in Leadership, da Andrews University. Autor de diversos livros. Membro da Adventist Theological Society e da Society of Biblical Literature.





sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Calça comprida para mulheres – pode ou não pode?

Calça comprida para mulheres – pode ou não pode?


Nos parágrafos que se seguem, apresentaremos alguns textos bíblicos e do Espírito de Profecia que costumam  ser utilizados em debates, assim como os argumentos mais utilizados para defender e para condenar o uso da calça por mulheres. O objetivo é que você possa conhecer este assunto de forma mais ampla, e através deste post ser incentivada a estudar o tema por si mesma, em oração, pedindo discernimento espiritual a Deus.

Quando aparecer algo escrito em vermelho no meio de um texto inspirado do Espírito de Profecia, o que está em vermelho foi inserido por nós, apenas por uma questão de contextualização. A referência (livro e página) dos textos do Espírito de Profecia, foram mantidos da mesma forma que forma apresentada no aplicativo utilizado para a pesquisa – o “Escritos EGW” (em língua portuguesa).

TEXTOS BÍBLICOS
“Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher. Porque, qualquer que faz isto, abominação é ao SENHOR teu Deus” (Deuteronômio 22:5)
“Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” 1 Timóteo 2:9-10

TEXTOS DO ESPÍRITO DE PROFECIA

Caros irmãos e irmãs:
O motivo de eu chamar-lhes novamente a atenção para o assunto do vestuário é que alguns parecem não compreender o que escrevi anteriormente. Alguns que não estão dispostos a crer no que escrevi, estão fazendo esforços para confundir nossas igrejas sobre esse importante assunto. Muitas cartas me foram enviadas relatando dificuldades, as quais ainda não tive tempo de responder. Agora, respondendo às muitas questões, registro as seguintes afirmações esperando esclarecer definitivamente o problema no que se refere ao meu testemunho. – {T1 456.2}

Alguns afirmam que o que escrevi no Testemunho Para a Igreja n 10, não concorda com as declarações feitas em meu trabalho intitulado How to Live. Elas foram escritas a partir da mesma visão, conseqüentemente, não são duas visões, uma contradizendo a outra, como alguns supõem. Se houver alguma diferença, é simplesmente na forma de expressão. No Testemunho Para a Igreja n 10, declarei o seguinte: – {T1 456.3}

“Não se deve dar aos descrentes nenhuma ocasião de desonrar nossa fé. Somos considerados estranhos e singulares, e não devemos adotar uma conduta que leve os descrentes a pensar que o somos mais do que nossa fé requer que sejamos. Alguns que acreditam na verdade podem pensar que seria mais saudável para as irmãs adotarem o traje americano; todavia, se esse estilo de vestido prejudicar nossa influência entre os descrentes, de maneira que não nos seja possível ter tão fácil acesso a eles, não devemos de modo algum adotá-lo, ainda que soframos muito em conseqüência. Mas algumas pessoas estão enganadas em pensar que há tanto benefício nesse traje. Se bem que talvez se demonstre um benefício para algumas pessoas, é um dano para outras. – {T1 456.4}

“Vi que a ordem de Deus foi invertida e Suas orientações especiais menosprezadas por aqueles que adotam o traje americano. Minha atenção foi chamada para o seguinte verso: ‘Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem veste de mulher; porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor, teu Deus.’ Deuteronômio 22:5. Deus não deseja que Seu povo adote essa pretensa reforma de vestuário [do uso do traje americano]. Trata-se de um vestuário ousado, completamente inadequado às modestas e humildes seguidoras de Cristo. – {T1 457.1}

“Há uma crescente tendência de as mulheres usarem vestuário e adotarem aparência mais semelhantes aos do sexo oposto e escolherem seus trajes bem parecidos com os dos homens. Mas Deus declara que isso é abominação. ‘Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia.’ 1 Timóteo 2:9. – {T1 457.2}

“Os que se sentem convocados a unir-se ao movimento em prol dos direitos da mulher e da suposta reforma do vestuário, podiam romper toda ligação com a mensagem do terceiro anjo. O espírito que acompanha um movimento não pode estar em harmonia com outro. As Escrituras são claras a respeito dos procedimentos e direitos de homens e mulheres. Os espiritualistas adotaram totalmente esse singular modo de trajar-se. Os adventistas do sétimo dia, que crêem na restauração dos dons, são muitas vezes tidos como espiritualistas. Adotem esse tipo de vestuário e sua influência se perderá. As pessoas os colocariam no mesmo nível dos espiritualistas, recusando-se a ouvi-los. – {T1 457.3}

“A assim chamada reforma do vestuário [a reforma que inseriu o traje americano] porta um espírito de leviandade e ousadia que se ajusta perfeitamente ao vestuário adotado. Modéstia e recato parecem desviar-se daqueles que adotam esse estilo de vestir. Foi-me mostrado que Deus requer que tenhamos uma conduta coerente e sensata. Adotem as irmãs o traje americano, e destruirão a própria influência e a de seus maridos. Tornar-se-iam um provérbio e uma zombaria. Nosso Salvador diz: ‘Vós sois a luz do mundo.’ ‘Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus.’ Mateus 5:14, 16. Há uma grande obra para fazermos no mundo, e Deus não quer que adotemos uma conduta de molde a diminuir ou destruir nossa influência para com o mundo.” – {T1 457.4}

Esse testemunho me foi dado como reprovação para as irmãs que se sentem inclinadas a adotar um estilo de vestuário criado para os homens. Mas, ao mesmo tempo, foram-me mostrados os males de um estilo comum para as vestes femininas. Para corrigi-los, foi dado este testemunho encontrado em Testemunho Para a Igreja n 10: – {T1 458.1}

“Cremos não estar de conformidade com a nossa fé vestir-se de acordo com o traje americano, usar saias-balão, ou ir ao extremo de vestir compridos vestidos que varrem as calçadas e ruas. Caso as mulheres usassem seus vestidos deixando um espaço de uma ou duas polegadas entre a sujeira das ruas, seus vestidos seriam mais modestos, e poderiam ser conservados limpos muito mais facilmente e durante mais tempo. Esses vestidos estariam de conformidade com a nossa fé.” – {T1 458.2}

Eis um trecho do que eu disse em outra parte sobre o assunto: – {T1 458.3}

“As mulheres cristãs não se devem dar a trabalhos para se tornarem objeto de ridículo por vestir diferentemente do mundo. Mas, se seguindo suas convicções de dever a respeito do vestir modesta e saudavelmente, elas se acham fora da moda, não devem mudar de vestuário a fim de ser semelhantes ao mundo; porém manifestar nobre independência e coragem moral para ser corretas, ainda que o mundo inteiro delas difira. Caso o mundo introduza um modo de vestir decente, conveniente e saudável, que esteja em harmonia com a Bíblia, não muda nossa relação para com Deus ou para com o mundo o adotar tal estilo de vestuário. As mulheres cristãs devem seguir a Cristo e fazer seus vestidos em conformidade com a Palavra de Deus. Devem evitar os extremos. Devem elas adotar humildemente uma conduta reta, apegando-se ao direito por ser direito, sem se preocupar com aplausos ou censuras. – {T1 458.4}

“As mulheres devem agasalhar seus membros visando maior saúde e conforto. Seus pés e pernas devem estar protegidos — assim como os dos homens. O comprimento dos trajes da moda é objetável por diversas razões: – {T1 459.1}

1. É extravagante e desnecessário ter o vestido tão longo, varrendo a sujeira das calçadas e ruas. – {T1 459.2}

2. Um vestido assim longo absorve o orvalho da grama e a lama das ruas, tornando-se assim uma falta de asseio. – {T1 459.3}

3. Assim enlameado, o vestido entra em contato com tornozelos sensíveis, os quais não estando protegidos de modo conveniente, esfriam-se rapidamente arriscando a saúde e a vida. Eis aí uma das maiores causas da produção de catarro e inchações escrofulosas. – {T1 459.4}

4. O comprimento exagerado é um peso adicional aos quadris e intestinos. – {T1 459.5}

5. Embaraça o andar e às vezes atrapalha o movimento de outras pessoas. – {T1 459.6}

“Existe ainda outro estilo de vestido adotado pela classe de supostas reformadoras do vestuário. Imitam o máximo possível o sexo oposto. Usam bonés, calças, coletes, paletós e botas, sendo estas últimas as partes mais destacadas no traje. Os que adotam e defendem essa moda, levam a pretensa reforma do vestuário a extremos muito objetáveis. Confusão é o resultado. Algumas das que adotam esse traje podem até estar certas em seus pontos de vista gerais sobre a questão de saúde, mas poderiam contribuir para promover maior bem, se não levassem a questão do vestuário a tais extremos. – {T1 459.7}

“Nesse estilo de vestuário a ordem de Deus foi radicalmente invertida e desatendidas Suas instruções especiais. ‘Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem veste de mulher; porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor, teu Deus.’ Deuteronômio 22:5. Deus proíbe que Seu povo adote essa moda. Não é um traje decente, e também inadequado para mulheres modestas e humildes, que professam ser seguidoras de Cristo. As proibições de Deus são consideradas com leviandade por todas quantas defendem a abolição da diferença de vestuário entre homens e mulheres. A posição extremada de algumas reformadoras do vestuário sobre esse assunto lhes enfraquece a influência. – {T1 459.8}

“Deus determinou que houvesse clara distinção entre trajes masculinos e femininos, e considerou o assunto de suficiente importância para dar explícitas instruções a esse respeito, pois se o mesmo traje for usado por ambos os sexos, causaria confusão e grande aumento de crime. Se o apóstolo Paulo estivesse vivo e contemplasse as mulheres que professam piedade usando esse tipo de vestuário, pronunciaria a repreensão: ‘Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.’ 1 Timóteo 2:9, 10. A maioria dos professos cristãos, desrespeitam totalmente os ensinos dos apóstolos, usando ouro, pérolas e vestidos custosos. – {T1 460.1}

“O leal povo de Deus é a luz do mundo e o sal da Terra, e devem ter sempre em mente que sua influência tem valor. Se trocarem um vestido comprido demais por outro curto demais, destruirão grande parte de sua influência. Os descrentes, a quem é seu dever beneficiar e procurar conduzir ao Cordeiro de Deus, ficariam desgostosos com isso. Muitos melhoramentos podem ser feitos no vestuário feminino com relação à saúde, sem que sejam procedidas mudanças tão grandes que ofendam os observadores. – {T1 460.2}

“A forma do corpo não deveria ser comprimida, no mínimo que fosse, com espartilhos e cintas. O vestido deve ser totalmente confortável, para que os pulmões e o coração possam desempenhar ação saudável. O vestido deve atingir um pouco abaixo da parte alta da bota, mas curto o suficiente para não varrer a sujeita das ruas e calçadas, sem precisar erguê-lo com a mão. Um vestido ainda mais curto do que esse seria apropriado, conveniente e saudável para as mulheres quando nas lides domésticas, especialmente para as que são obrigadas a executar trabalho ao ar livre. Com esse modelo de vestido, uma saia leve ou duas, no máximo, abotoadas na cintura ou presas por alças, é tudo o que é necessário. Os quadris não foram feitos para suportar grandes pesos. As saias pesadas que algumas mulheres usam, forçam os quadris para baixo e têm sido causa de várias doenças difíceis de ser curadas. As sofredoras parecem ignorar a razão de seus padecimentos e continuam a violar as leis de seu ser, comprimindo a cintura e usando saias pesadas, até que se tornam inválidas por toda a vida. Quando lhes é apontado o erro, muitas exclamam prontamente: ‘Ora, pois, tal tipo de vestido seria fora de moda!’ E se for assim? Eu desejaria que fôssemos antiquadas a respeito de muitas coisas. Se tivéssemos a antiga força que caracterizou as antigas mulheres das gerações passadas, seria bem melhor. Não falo desavisadamente quando digo que o modo como as mulheres se vestem, junto com sua condescendência com o apetite, são a maior causa de sua presente fraqueza e mórbida condição. Existe apenas uma entre mil que protege seus membros como deveria. Qualquer que seja o comprimento do vestido, as mulheres devem agasalhar os membros tão completamente como os homens. Isso pode ser feito usando-se calças forradas, franzidas por cordões presos ao redor dos tornozelos, ou calças largas que se afinam na parte inferior. Devem elas ser suficientemente compridas para atingir o nível dos calçados. As pernas e tornozelos são assim protegidos contra as correntes de ar. Se os pé e membros forem mantidos confortáveis com agasalhos quentes, a circulação será uniforme e o sangue se manterá puro e saudável, sem sofrer esfriamento ou bloqueios em sua passagem natural através do sistema circulatório. – {T1 460.3} (onde está a página 461?)

A principal dificuldade na mente de muitos é o comprimento do vestido. Alguns insistem em que a expressão “o cano da bota” faz referência ao alto das botas usadas pelos homens, que alcançam quase até os joelhos. Se fosse costume das mulheres usar tais botas, então essas pessoas não teriam responsabilidade em entender o assunto dessa maneira. Mas as mulheres geralmente não usam tais botas. Elas, portanto, não têm o direito de entender como pretendem o que escrevi. – {T1 462.1}

Para mostrar o que eu quis dizer e que há harmonia em meus testemunhos sobre o assunto, apresento aqui um trecho de meus manuscritos redigidos há cerca de dois anos: – {T1 462.2}

“Desde que foi impresso em meu livro How to Live um artigo sobre vestuário, têm havido alguns que estão interpretando mal a idéia que eu quis comunicar. Eles têm levado a extremos o significado do que eu quis dizer com respeito ao comprimento do vestido, e evidentemente acharam difícil a questão. Com seus pontos de vista distorcidos sobre o assunto, discutiram a questão do encurtamento do vestido, até que sua visão espiritual tornou-se tão confusa que só podem ver os homens “como árvores que andam”. Marcos 8:24. Pensavam ter achado contradições entre meu artigo sobre vestuário, recentemente publicado em How to Live, e o artigo sobre o mesmo assunto editado no Testemunho Para Igreja n 10. Devo afirmar que sou a melhor juíza das coisas que me foram apresentadas em visão, e ninguém precisa temer que eu contradiga meu próprio testemunho, ou não tenha percebido alguma contradição real nas visões que me foram dadas. – {T1 462.3}

“Em meu artigo sobre vestuário em How to Live procurei apresentar um estilo saudável, conveniente, econômico, modesto e apropriado para uso das mulheres cristãs, se assim o escolherem. Tentei, talvez imperfeitamente, descrever tal vestido: ‘O vestido deve ficar levemente abaixo do cano da bota, curto o suficiente para não roçar a sujeira das calçadas e ruas, sem ser preciso levantá-lo com a mão.’ Alguns contestam que pela expressão ‘cano da bota’, eu me referi às botas masculinas. Mas por ‘cano da bota’ intentei dizer botas ou polainas comumente usadas pelas mulheres. Houvesse eu imaginado que seria mal-entendida, teria escrito mais claramente. Se as mulheres tivessem o hábito de usar botas de cano alto como os homens, eu poderia ver desculpa suficiente para essa interpretação errônea. Penso, porém, que o texto é bastante claro, e que ninguém precisa ficar em dúvida. Por favor, leiam outra vez. ‘O vestido deve ficar pouco abaixo do cano da bota.’ Agora, notem as qualificações: ‘Deve, entretanto, ser suficientemente curto para não roçar a sujeira das calçadas e ruas, sem ser preciso levantá-lo com a mão. Um vestido ainda mais curto do que esse seria próprio, conveniente e saudável para as mulheres quando em suas lides domésticas, especialmente para as que são obrigadas a executar algum trabalho ao ar livre.’ – {T1 462.4}

“Não posso encontrar desculpa razoável para as pessoas entenderem mal e perverterem o que eu quis dizer. Ao falar do comprimento do vestido, se eu quisesse me referir às botas de cano alto que chegam quase até os joelhos, por que teria acrescentado ‘conquanto deva ser suficientemente curto para não roçar a sujeira das calçadas e ruas, sem ser preciso levantá-lo com a mão’? Se quisesse referir-me a botas de cano alto, o vestido seria logicamente curto para não roçar a sujeira da rua sem ser erguido, e suficientemente curto para todas as atividades. Circulam informações de que a ‘irmã White usa o traje americano’, e que esse estilo de vestimenta é geralmente usado pelas irmãs de Battle Creek. Lembrei-me agora de um provérbio que diz: ‘Uma mentira dá volta ao mundo enquanto a verdade põe as botas.’ Uma irmã me disse muito seriamente que temia que o traje americano estivesse para ser adotado pelas irmãs guardadoras do sábado, e que se essa moda se tornasse uma imposição, ela não a aceitaria, pois jamais concordaria em usar tal vestido. – {T1 463.1}

“Com relação ao uso de vestido curto, gostaria de dizer que tenho apenas um, que não é senão um dedo mais curto do que os vestidos que normalmente uso. Visto-o ocasionalmente. Eu me levantava cedo no inverno, e pondo meu vestido curto [o vestido cujo comprimento fica a poucas polegadas do chão], que não necessitava ser erguido com a mão para não se arrastar na neve, fazia vigorosas caminhadas de dois a três quilômetros antes do desjejum. Usei-o várias vezes para ir ao Escritório, quando era obrigada a andar pela neve pouco densa, úmida e barrenta. Quatro ou cinco irmãs da igreja de Battle Creek fizeram para si vestidos curtos para usar quando empenhadas em lavar roupa ou na limpeza da casa. Um vestido assim nunca é usado quando saímos pelas ruas de Battle Creek nem nas reuniões. Minhas visões pretendiam corrigir a moda atual — os vestidos longos demais que se arrastam pelo chão, bem como os vestidos curtos demais que chegam à altura dos joelhos e que são usados por certos grupos. Foi-me mostrado que devemos evitar ambos os extremos. Usando o vestido até a altura do cano da bota da mulher, mais ou menos, evitaremos os males do vestido extremamente longo, e escaparemos aos males e notoriedade do vestido extremamente curto. – {T1 464.1}

“Gostaria de aconselhar aquelas que fazem para si mesmas vestidos curtos para o trabalho caseiro, a mostrarem bom gosto e simplicidade. Que sejam vestidos de bom caimento. Mesmo que destinados às lides domésticas, devem ser convenientes e ter talhe segundo um modelo. Irmãs, quando trajando vestidos para o trabalho do lar, não usem aqueles que as faria parecer um espantalho para afastar os pássaros-pretos do milharal. É mais agradável a seus maridos e filhos, do que a visitantes e estranhos, vê-las em traje adequado. Algumas esposas e mães parecem pensar que não tem importância sua aparência no trabalho caseiro, quando são vistas apenas por sua família. Mas são muito cuidadosas em se vestir com elegância para os olhos dos outros. Não devem o amor e a estima do marido e dos filhos serem mais prezados do que a simpatia de estranhos e amigos comuns? A felicidade do marido e dos filhos deveria ser de mais valor para a esposa e mãe do que a de todos os outros. As irmãs não devem, em tempo algum, usar roupas extravagantes, mas trajar-se sempre asseada, modesta e saudavelmente, conforme seu trabalho o permitir.” O traje aqui descrito, cremos, é digno do nome de vestido curto reformado. Está sendo adotado no Instituto Ocidental da Reforma de Saúde, por algumas das irmãs de Battle Creek, e também em outros lugares onde o assunto é devidamente exposto ao povo. Em total oposição a esse sóbrio vestido, acha-se o chamado traje americano, parecendo mais com os trajes masculinos. Consiste de colete, calças e uma peça semelhante a um casaco, que vai até a metade da coxa. Oponho-me a esse tipo de vestimenta, pois me foi mostrado como estando em desacordo com a Palavra de Deus, enquanto que recomendo o outro como modesto, confortável, conveniente e saudável. – {T1 464.2}

Outra razão pela qual chamo novamente a atenção para o assunto do vestuário, é que uma entre vinte irmãs que professam crer nos Testemunhos, deu o primeiro passo na reforma do vestuário. Poderá ser dito que a irmã White usa em público vestidos mais longos do que ela recomenda aos outros. A isso respondo: Quando visito um lugar para falar ao povo onde o assunto é inédito e existe preconceito, penso ser melhor tomar cuidado e não cerrar os ouvidos do povo usando um vestido que lhes causaria desagrado. Mas depois de expor-lhes o assunto e explicar-lhes completamente minha posição, apresento-me perante eles com o vestido reformado, que bem ilustra meus ensinamentos. – {T1 465.1}

Quanto ao uso de saias-balão, a reforma do vestuário está inteiramente à frente delas. Não pode adotá-las. É na realidade muito tarde para falar sobre o uso de saias-balão, sejam grandes ou pequenas. Minha posição a esse respeito é justamente a que sempre foi, e espero não ser responsabilizada pelo que outros possam dizer sobre o assunto, ou pela conduta adotada por aquelas que as usam. Faço objeções contra a distorção que fazem de minhas conversas particulares sobre o assunto, e peço que seja observado como minha assentada posição aquilo que escrevi e publiquei a respeito. – {T1 465.2}

Alguns que crêem na verdade podem pensar que seria mais saudável para as irmãs adotarem o traje americano, contudo, se esse traje prejudicar nossa influência sobre os descrentes, de modo que nosso acesso a eles seja impedido, não deveríamos adotá-lo de jeito algum, ainda que sofrêssemos muito em conseqüência. Alguns, porém, se enganam ao pensar que há muitos benefícios nesse vestuário. Embora se demonstre um beneficio para alguns, é prejudicial a outros. Vi que a ordem divina tem sido invertida e Suas instruções específicas desatendidas por aqueles que adotam o traje americano. Minha atenção foi chamada para: “Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem veste de mulher; porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor, teu Deus.” Deuteronômio 22:5. Deus não deseja que Seu povo adote o assim chamado vestuário da reforma. Ele é um traje imodesto, totalmente inadequado às humildes seguidoras de Cristo. – {T1 421.1}

Cremos não estar de conformidade com a nossa fé vestir-se de acordo com o traje americano, usar saias-balão, ou ir ao extremo de vestir compridos vestidos que varrem as calçadas e ruas. Caso as mulheres usassem seus vestidos deixando um espaço de uma ou duas polegadas entre a sujeira das ruas, seus vestidos seriam mais modestos, e poderiam ser conservados limpos muito mais facilmente e durante mais tempo. Esses vestidos estariam de conformidade com a nossa fé. Tenho recebido diversas cartas de irmãs perguntando minha opinião a respeito de usar saias de alça. Essas perguntas foram respondidas em uma carta que enviei a uma irmã em Wisconsin. Transcreverei esta carta para o benefício de outras pessoas. – {T1 424.1}

“Como um povo, não cremos que nosso dever de sair do mundo seja estarmos fora da moda. Se temos um tipo de vestuário de bom gosto, natural, modesto e confortável, e jovens descrentes escolhem vestir-se como o fazemos, devemos mudar essa maneira de vestir-nos a fim de ser diferentes do mundo? Não, não devemos ser excêntricos ou singulares em nosso vestuário para diferir do mundo, temendo que nos desprezem por assim fazermos. Os cristãos são a luz do mundo e o sal da Terra. Seu vestuário deve ser simples e modesto, sua conversação pura e celestial, intocável o seu comportamento. – {T1 424.2}

“Como nos vestiremos? Se alguém usasse pesadas saias acolchoadas antes da introdução das saias-balão, apenas para mostrar-se, e não para conforto, pecaria contra si mesmo prejudicando sua saúde, a qual lhe cumpre preservar. Se alguém as usar agora apenas para imitar as saias-balão, comete pecado; pois está procurando imitar uma moda vergonhosa. Saias presas com alças foram usadas antes que se introduzissem as saias-balão. Tenho usado uma saia leve de alças desde que eu tinha catorze anos de idade, não para exibir-me, mas pelo conforto e decência. Pelo fato de terem sido introduzidas as saias-balão não deixarei por elas a minha saia de alças. Devo eu pô-la de lado agora porque a moda das saias-balão é introduzida? Não; isso seria levar o assunto a extremo. – {T1 425.1}

“Cumpre-me ter sempre em mente que devo ser um exemplo, e portanto não devo correr atrás desta ou daquela moda, mas seguir uma conduta uniforme e independente e não ser induzida a extremos com relação ao vestuário. Pôr de lado minha saia de alças que foi sempre modesta e confortável, e pôr-me em uma fina saia de algodão, e dessa maneira parecer ridícula em outro extremo, seria um erro, pois assim eu não seria um exemplo correto, mas poria um argumento na boca das que usam saia-balão. Para se justificarem por usar saias-balão elas poderiam apontar-me como alguém que não as usa, e dizer que não se desonrariam daquela maneira. Ao irmos a tal extremo, destruiríamos toda influência que de outro modo poderíamos ter exercido, e levaríamos as que usam saias-balão a justificarem sua conduta. Devemos vestir-nos modestamente, sem a mínima consideração para com a moda da saia-balão. – {T1 425.2}

“Existe uma posição intermediária nestas coisas. Oh! possamos todos encontrar sabiamente essa posição e conservá-la! Que todos examinemos nosso coração e neste tempo solene, arrependamo-nos dos nossos pecados e nos humilhemos diante de Deus. A obra está entre Deus e o próprio coração. É uma obra individual, e todos têm muito o que fazer sem ser criticar o vestuário, os atos e os motivos de seus irmãos e irmãs. “Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da Terra, que pondes por obra o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor.” Sofonias 2:3. Eis nossa obra. Não é aos pecadores que se dirige esta mensagem, mas a todos os mansos da Terra, que põem por obra o Seu juízo, ou que guardam os Seus mandamentos. Há trabalho para todos, e se todos obedecerem veremos uma suave união nas fileiras dos guardadores do sábado.” – {T1 425.3}

Enquanto muitas das jovens adotaram esse traje [o traje da reforma que estava de acordo com a vontade de Deus], algumas se empenharam em evitar a cruz condescendendo com adornos extras, tornando-o assim uma maldição em vez de bênção. Àquelas que o adotaram relutantemente, por um senso de dever, tornou-se ele um jugo pesado. Outras ainda, que eram aparentemente as reformadoras mais zelosas, manifestaram uma triste falta de ordem e capricho em seu traje. Ele não fora feito segundo o modelo aprovado. Algumas tinham um traje variado — vestido de um tecido, casaco de outro e calças de outro ainda. Outras usavam saia longa demais, de modo que apenas uma polegada da calça podia ser vista, tornando-se assim um traje desproporcional e de mau gosto. Esses trajes grotescos e desleixados desgostaram muito as que se agradariam com a apropriada reforma do vestuário. – {T4 636.4}

Há ainda outra moda de vestido que é adotado por uma classe de pessoas chamadas reformadoras do vestuário. Imitam o sexo oposto, o mais possível. Usam casquete, calças, colete, casaco e botas, sendo esta a peça mais sensata do traje. Os que adotam e defendem esta moda, estão levando a chamada reforma do vestuário a extremos muito objetáveis. Confusão será o resultado. Alguns dos que adotam este traje podem estar corretos em seus pontos de vista gerais quanto à questão da saúde, e poderiam ser instrumentos na realização de muito maior soma de bem se não levassem a tais extremos a questão do vestuário. – {ME2 477.7}

Nessa moda de vestuário foi invertida a ordem de Deus, e desrespeitadas Suas direções especiais. Deuteronômio 22:5: “A mulher não usará roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor teu Deus.” Esta moda de vestuário Deus não deseja que Seu povo adote. Não é traje modesto, e absolutamente não se adapta a mulheres modestas e humildes, que professam ser seguidoras de Cristo. As proibições de Deus são consideradas levianamente por todos os que advogam a remoção da diferença de vestuário entre homens e mulheres. As posições extremas assumidas por alguns reformadores do vestuário sobre este assunto anulam sua influência. – {ME2 477.8}

Em alguns lugares há grande oposição ao vestido curto [leia todo o capítulo para compreender do que se trata este vestido]. Mas quando vejo alguns modelos usados pelas irmãs, não me espanto de que o povo esteja escandalizado, condenando o traje. Onde o vestido é apresentado como deveria ser, todas as pessoas sinceras são constrangidas a admitir que ele é modesto e conveniente. Tenho visto em algumas de nossas igrejas todos os tipos de vestidos da reforma, todavia, nenhum atende à descrição que me foi apresentada. Alguns vestidos aparecem com calças brancas de musselina, mangas brancas, enfeites de musselina negra e uma bata sem mangas, do mesmo tecido do vestido. Algumas têm um vestido de morim com calças cortadas segundo seus próprios moldes e não segundo o “modelo”, sem goma ou entretela para lhes dar forma, e bem apertado nos membros. Certamente esses vestidos nada têm de bom gosto ou simplicidade. Eles não se recomendam a pessoas sensíveis e de bom discernimento. Em todos os sentidos da palavra, é um vestido deformado. – {T1 521.3}

Para aqueles que coerentemente adotaram o vestido da reforma, apreciando suas vantagens, e alegremente colocando-se em oposição ao orgulho e à moda, ele se provou uma bênção. Quando apropriadamente feito, é um vestuário coerente e adequado, e recomenda-se às pessoas mentalmente sinceras, mesmo entre aqueles que não são de nossa fé. – {T4 635.2}

Pode ser feita a pergunta: “Por que esse vestido foi deixado de lado? E por que razão a reforma do vestuário deixou de ser defendida?” Em poucas palavras declararei a razão para essa mudança. Embora muitas de nossas irmãs aceitassem essa reforma por princípio, outras se opuseram ao estilo simples e saudável de vestuário que ela defendia. Requeria muito esforço introduzir essa reforma entre o nosso povo. Não foi suficiente apresentar perante nossas irmãs as vantagens de tal vestido, e convencê-las de que obteriam a aprovação de Deus. A moda tinha tão forte domínio sobre elas, que foram vagarosas em desligar-se de seu controle, até mesmo de obedecer aos ditames da razão e da consciência. E muitas que professavam aceitar a reforma não fizeram mudança em seus hábitos errôneos de vestuário, exceto em encurtar as saias e cobrir os membros. – {T4 635.3}

Isso não foi tudo. Algumas que adotaram a reforma não estavam contentes em mostrar pelo exemplo as vantagens do vestuário, dando, quando indagadas, suas razões por adotá-lo, e deixando que a questão aí parasse. Buscavam controlar a consciência de outros por sua própria. Se o adotavam, outros deveriam adotá-lo. Esqueceram-se de que ninguém era obrigado a usar o vestido da reforma. – {T4 636.1}

Não era meu dever impor o assunto às minhas irmãs. Após apresentá-lo a elas, como me fora mostrado, deixei-o a seu critério. O ato de reformar é sempre acompanhado de sacrifício. Requer que o amor ao conforto, o interesse egoísta e a concupiscência da ambição sejam mantidos em sujeição aos princípios do que é correto. Quem quer que tenha a coragem de reformar encontrará obstáculos. O conservadorismo daqueles cujos negócios ou prazer lhes colocam em contato com os defensores da moda e que perderão sua posição social pela mudança, opor-se-á a tal pessoa. – {T4 636.2}

Muito sentimento infeliz foi suscitado por aqueles que estavam constantemente impondo a reforma do vestuário sobre suas irmãs. Com os extremistas, essa reforma parecia constituir a síntese e a substância de sua religião. Era o tema de conversação e a preocupação de seu coração; e a mente deles era assim desviada de Deus e da verdade. Deixaram de abrigar o espírito de Cristo e manifestaram uma grande falta de verdadeira cortesia. Em vez de apreciar o traje por suas reais vantagens, pareciam orgulhar-se de sua singularidade. Talvez nenhuma questão tenha jamais surgido entre nós que ocasionasse tal desenvolvimento de caráter como a reforma do vestuário. – {T4 636.3}

Enquanto muitas das jovens adotaram esse traje [traje da reforma], algumas se empenharam em evitar a cruz condescendendo com adornos extras, tornando-o assim uma maldição em vez de bênção. Àquelas que o adotaram relutantemente, por um senso de dever, tornou-se ele um jugo pesado. Outras ainda, que eram aparentemente as reformadoras mais zelosas, manifestaram uma triste falta de ordem e capricho em seu traje. Ele não fora feito segundo o modelo aprovado. Algumas tinham um traje variado — vestido de um tecido, casaco de outro e calças de outro ainda. Outras usavam saia longa demais, de modo que apenas uma polegada da calça podia ser vista, tornando-se assim um traje desproporcional e de mau gosto. Esses trajes grotescos e desleixados desgostaram muito as que se agradariam com a apropriada reforma do vestuário. – {T4 636.4}

(alguns textos acima parecem ser repetidos, mas foram colocados porque eram de capítulos ou livros diferentes)

ARGUMENTOS A FAVOR DO USO DE CALÇAS
Na época em que Moisés escreveu o que está registrado em Deuteronômio 22:5, não existia calça comprida. Os trajes de homens e mulheres eram bem parecidos, havendo apenas alguns detalhes que promoviam a diferença, como a roupa íntima. O objetivo deste texto bíblico era proibir o homossexualismo.
Na década de 60, algumas peças de uso comum dos homens entraram para o guarda-roupa feminino, entre elas as calças. Homens e mulheres usam várias roupas semelhantes, como camisa, colete, chapéu, camiseta, meia, cachecol, casaco, blazer, calça… mas essas peças possuem características em seu corte e modelagem que promovem a diferenciação para o público feminino e masculino.
O que é condenado em Deuteronômio 22:5 é que as mulheres utilizem roupas que são confeccionadas para o público masculino, e que homens utilizem roupas confeccionadas para o público feminino, em cada época e cultura.
Ellen White orienta as mulheres a protegerem o membros inferiores da friagem utilizando calças: “Seja qual for o comprimento do vestido, devem as mulheres vestir seus membros tão cabalmente como os homens. Isso se pode fazer usando calças forradas, terminadas num cadarço preso aos tornozelos, ou calças amplas, estreitando para os pés; e estas devem ser bastante compridas para ir até aos sapatos.” (E.White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 478)

O uso da calça comprida para as mulheres deve seguir os mesmos princípios orientadores do uso de saias ou vestidos. A calça deve ser decente, modesta e feminina.
Vivemos numa cultura onde o uso de calça por mulheres não está associado à homossexualidade. Desta forma, a distinção entre os sexos não é comprometida pelo uso desse tipo de vestimenta.
Se uma mulher não quer usar calça, não é pecado, desde que sua saúde e decência não sejam comprometidas. No caso da saúde, ela deve aquecer adequadamente suas pernas, e no caso da decência, deve cuidar em não realizar atividades que exponham seu corpo (exemplo: uma operária feminina usar saia para trocar lâmpadas de postes).

Os princípios presentes na Bíblia e no Espírito de Profecia a respeito da roupa, dizem respeito aos seguintes aspectos: Modéstia, Saúde e Decência. “O amor ao vestuário põe em perigo a moral e torna a mulher o oposto da senhora cristã, caracterizada pela modéstia e a sobriedade. A roupa aparatosa, extravagante, encoraja muitas vezes o sensualismo no coração do que a usa, e desperta as paixões inferiores no coração do observador. Deus vê que a ruína do caráter é freqüentemente precedida pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir. Nota Ele que o vestuário dispendioso sufoca o desejo de fazer o bem.” (Conselhos Sobre Saúde, p. 602) “Toda peça de roupa deve ser modesta e simples, sem adornos desnecessários, para que assim possa haver pouco trabalho para lavá-la e passá-la a ferro. Deve especialmente cada peça que entra em contato com a pele ser conservada limpa e livre de qualquer odor ofensivo. Coisa alguma de caráter irritante deve tocar o corpo das crianças, nem se deve permitir que sua roupa os aperte de qualquer maneira. Caso se desse mais atenção a esse assunto, muito menos impureza seria praticada. Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 142.” (Orientação da Criança, p. 462). Deste modo, o problema não é usar calça, mas que calça usar. Da mesma forma como muitas saias e vestidos podem ser inadequados, a calça pode ser uma peça modesta, decente e que não gere prejuízos à saúde. Contudo é preciso sabedoria e discernimento para escolher a calça certa.

Existem atividades que não podem ser realizadas de saia, pois podem representar risco de acidente ou expor o corpo da mulher. Mas existem situações em que a calça também não convém, como na Igreja.

Quanto ao uso de calça na igreja, talvez a questão seja mais relacionada ao costume que existe em nossa Igreja, e o problema maior seja escandalizar irmãos e irmãs que não concordam com o uso de calça na Igreja. E aqui entra um sábio conselho: “Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” Romanos 14:13. Além do mais, ao utilizarmos saias para ir a igreja, as pessoas nos identificam como cristãs e damos nosso testemunho.

ARGUMENTOS CONTRA O USO DE CALÇAS
Apesar das roupas atuais serem diferentes das roupas utilizadas no tempo em que Moisés escreveu o que está em Deuteronômio 22:5, o princípio descrito ali se aplica não apenas ao comportamento de vestir-se com roupas confeccionadas para o sexo oposto, como também utilizar vestuário que tenha o propósito de reduzir as semelhanças entre os gêneros masculino e feminino.

O uso de calça comprida, ainda que não violassem o princípio de Deuteronômio 22:5, violaria o princípio da decência apresentado em I Timóteo 2:9-10. Isto porque as calças ditas femininas, em geral, possuem uma modelagem que expõe a forma do corpo feminino, especialmente dando mais visibilidade ao bumbum e às coxas e algumas vezes marcando a região genital. Apenas alguns modelos de calças, mais folgadas (como algumas que se assemelham a saias) não produzem este efeito, mas estas muito raramente são usadas.

Quando a profetiza Ellen White escreveu acerca da reforma do vestuário, ela buscou corrigir 3 problemas que ocorriam no vestuário daquela época: (1) saias e vestidos muito compridos que se arrastavam no chão; (2) saias e vestidos muito curtos, que não chegavam à altura dos joelhos; (3) o traje americano, que tornava o vestuário da mulher semelhante ao dos homens, e era fruto de um ideal feminista de igualdade de sexos.

Ao reprovar o uso do traje americano, que era composto, entre outras coisas pelo uso da calça comprida no lugar da saia (ou até mesmo embaixo desta, sendo a saia num comprimento inadequado), Ellen White não declara uma reprovação de Deus ao fato de as mulheres estarem usando roupas de homens, mas roupas semelhantes às dos homens, que eliminavam a clara distinção dos sexos. “Há uma crescente tendência de as mulheres usarem vestuário e adotarem aparência mais semelhantes aos do sexo oposto e escolherem seus trajes bem parecidos com os dos homens. Mas Deus declara que isso é abominação. ‘Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia.’ 1 Timóteo 2:9. – {T1 457.2}

A inserção da calça (como peça que substituísse a saia, ou fosse usado sob uma saia de tamanho inadequado) no vestuário feminino, estava diretamente relacionada aos ideais da luta feminista por direitos das mulheres (especialmente pela igualdade de sexos). A luta feminista não está de acordo com a nossa fé, e portanto devemos tomar cuidado com suas influências, seja no estilo de vida, nos modelos de relacionamentos amorosos, como também no vestuário.

Ainda que algumas pessoas pensem que hoje o uso da calça não está mais associado ao movimento feminista. A moda permanece vinculada aos movimentos de gênero e suas lutas. Nos últimos anos, por exemplo, em paralelo ao aumento das lutas promovidas pelo movimento LGBT vemos também a inserção de cores, estampas e cortes nas roupas masculinas muito semelhantes ao que era utilizado, até então, na moda feminina. O uso da calça comprida, assim como outras peças de vestuário que tornaram-se mais populares entre as mulheres nos últimos anos (pois até algumas décadas atrás não era bem vista a mulher que as usassem), permanecem como símbolos das conquistas feministas, especialmente da libertação do corpo da mulher da submissão a que era submetida (e que conhecemos ser bíblica, ainda que muitos homens tenham pecado levando a extremos).
O uso da calça comprida orientado pelo Espírito de Profecia não é em substituição à saia, mas junto com a saia, sendo esta última dentro dos padrões de comprimento revelados por Deus. Ellen White orienta as mulheres a protegerem o corpo do frio, e entre outras coisas recomenda o uso da calça comprida embaixo das saias e dos vestidos. Nunca em substituição. “Qualquer que seja o comprimento do vestido, as mulheres devem agasalhar os membros tão completamente como os homens. Isso pode ser feito usando-se calças forradas, franzidas por cordões presos ao redor dos tornozelos, ou calças largas que se afinam na parte inferior. Devem elas ser suficientemente compridas para atingir o nível dos calçados.” {T1 460.3}. Desta forma, de acordo com a necessidade do organismo, devido ao clima, a calça não só pode como deve ser usada, juntamente com a saia.

A compreensão de que o uso de saia como peça principal e da calça como peça acessória, compõe o vestuário feminino do dia a dia, torna coerente o fato de que na igreja usemos saias e vestidos ao invés de calças. O não uso da calça na igreja não se dá por mera tradição, mas por este não ser o vestuário recomendado às mulheres cristãs. O testemunho que damos através do uso da saia não deve ser dado apenas nos dias de culto, mas todos os dias.

NINGUÉM DEVE SERVIR DE CONSCIÊNCIA PARA NINGUÉM
“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” Romanos 14:12-13

“Em questões de consciência, a alma deve ser deixada livre. Ninguém deve controlar o espírito de outro, julgar por outro, ou prescrever-lhe o dever. Deus dá a toda alma liberdade de pensar, e seguir suas próprias convicções. “Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” Romanos 14:12. Ninguém tem direito de imergir sua individualidade na de outro. Em tudo quanto envolve princípios, “cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo”. Verso 5. No reino de Cristo não há nenhuma orgulhosa opressão, nenhuma obrigatoriedade de costumes. Os anjos do Céu não vêm à Terra para mandar e exigir homenagens, mas como mensageiros da misericórdia, a fim de cooperar com os homens em erguer a humanidade.” – {MCP2 707.3}

Independente de entendermos que o uso da calça comprida como peça substitutiva da saia é adequado ou inadequado, não devemos servir de consciência para ninguém, nem julgarmos a fé de nossas irmãs com base no que cremos. Cada uma de nós dará conta de si mesma a Deus, e nossa preocupação deve ser estar em conformidade com a luz que recebemos, pois é segundo esta luz que somos julgadas por Deus.

ESSE NÃO DEVE SER O PRINCIPAL ASSUNTO QUE OCUPE NOSSAS MENTES E NOSSAS PREGAÇÕES
O vestuário como um todo não deve ser o centro de nossa religião, nem de nossas pregações. Ainda que em algum momento este assunto seja estudado e pregado, ele não deve ser o tema principal.
Fazemos bem em adotar a mesma postura que a irmã White adotou após pregar a mensagem da reforma do vestuário como lhe foi dado a pregar: “Não era meu dever impor o assunto às minhas irmãs. Após apresentá-lo a elas, como me fora mostrado, deixei-o a seu critério.” {T4 636.2}


Ainda que o povo de Deus ande em diferentes passos no que diz respeito à reforma (não apenas do vestuário, mas toda e qualquer reforma), o Senhor deseja que tenhamos unidade. A luz é progressiva, e cada um deve caminhar de acordo com a luz que recebeu. Enquanto Deus tem trabalhado com alguns no que diz respeito ao vestuário, com outros Ele tem atuado para modificar hábitos alimentares, ou a forma com que tratam os recursos financeiros sobre os quais Ele lhe colocou como mordomos, ou tantos outros aspectos do dia a dia que devem se conformar com Sua santa vontade. Mesmo as reformas urgentes que precisamos fazer, e a unidade de pensamento que devemos ter como povo, não devem ser impostas. Devemos respeitar o momento espiritual em que cada pessoa se encontra, cuidando sempre para não sermos negligentes com a luz que recebemos, pois esta negligência interrompe o processo de santificação, pelo qual precisamos passar, e sem o qual, ninguém verá a Deus (Hebreus 12:14) – “A obra da santificação é obra de uma vida inteira; tem de prosseguir constantemente; essa obra, entretanto, não pode prosseguir no coração enquanto for rejeitada ou negligenciada a luz sobre qualquer parte da verdade.” {ME1, 317.2}