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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Livres para sermos belas

Livres para sermos belas

Nesta era pós-moderna, uma suposta liberdade parece ser a nota tônica. Somos livres para pensar o que quisermos, nos relacionar com quem quisermos, viver da forma que quisermos, adorar a quem quisermos, nos vestir como quisermos… será?
Tenho pensado muito sobre isto nas últimas semanas. Como somos enganados por esta suposta liberdade! Uma suposta liberdade que a modernidade e a ampliação de direitos nos faz pensar que temos.

Meu pensamento tem se voltado, mais recentemente, para a temática da beleza. Será que somos livres para sermos belas? Até que ponto eu posso de fato agir com liberdade ao escolher a forma como me visto, ou penteio meu cabelo, ou apresento meu rosto? Se pegarmos algumas revistas femininas para ler, ou nos detivermos por alguns instantes assistindo programas voltados para mulheres, seremos bombardeadas por padrões que me fazem duvidar que o moderno é ser livre para ser bela.
Rugas, manchas, olheiras, estrias, celulite… essas coisas comuns e naturais são proibidas. Vestir-se fora das tendências atuais da moda, nem pensar, isto é quase que um “crime inafiançável”! (você corre o risco de aparecer em alguma revista de moda na seção de erros e acertos).  Sair de “cara lavada” na rua é não ter o senso do ridículo. A indústria da moda tornou as mulheres que lutaram pela liberdade em escravas cegas, que não percebem sua condição servil.

Então eu volto meu olhar para o evangelho, e reconheço ali algo verdadeiramente libertador. Algo que me liberta da necessidade de estar sempre em consonância com as tendências, e que produz em mim a real beleza.

Fico triste em pensar que a escravidão gerada pela moda atinge mulheres que em tese deveriam ser livres pelo evangelho. Elas discutem por causa de comprimento de roupa, do uso de acessórios e da maquiagem. Mulheres cristãs, chamadas por Deus para uma nobre missão perdem seu tempo se desentendendo sobre os limites das pinturas e demais adornos, quando deveriam estar preocupadas com o desenvolvimento do caráter à semelhança do de Jesus. Então eu me pergunto, será que elas não perceberam que estão se fazendo escravas, quando poderiam ser livres?

Pense amiga, que loucura é a ideia de não poder sair na rua de “cara lavada”? Não estou aqui tratando a maquiagem como coisa do Diabo. Ela tem seu lugar, um lugar muito específico, mas tem. Pessoas com doenças de pele, como o vitiligo, por exemplo, às vezes necessitam da maquiagem para poder sair às ruas sem causar espanto, ou passar por situações constrangedoras (pois infelizmente a falta de informação faz as pessoas terem nojo de algo que sequer é contagioso). Alguém que vá a um programa de TV e não queira ter sua imagem empalidecida pelas luzes do estúdio também precisam recorrer a esta ferramenta (obviamente isto não tem nada a ver com encher a cara de cores e texturas; não é desta maquiagem que estou falando). Uma noiva, que deseja olhar com felicidade para as fotos que ficarão de recordação de seu casamento, também pode ser beneficiada por uma maquiagem corretiva. Esses são exemplos de casos pontuais. Algo muito diferente de ter que passar base, blush, delineador, pó, batom, rimel, etc… todos os dias para ir trabalhar, ou ir ao mercado, ou até mesmo ficar em casa. Isto é escravidão. E enquanto você acha que isto é ser livre para ser bela, e se incomoda com a visão conservadora, que você considera moralista ou legalista, da igreja, você está apenas se enganando e negando a verdadeira liberdade.

O mesmo ocorre com a forma de vestir – ter que comprar e usar sempre o que está na moda. Não analisar, sequer, se o modelo está em conformidade com a vontade de Deus. Usar roupas que expõe o corpo tornando a mulher cristã igual a todas as outras que não aceitaram a Jesus como seu Salvador pessoal. Isto é voltar à escravidão, uma vez que você foi liberta pelo sangue de Cristo. Quando Jesus morreu por você, uma das coisas que Ele lhe deu foi a liberdade para não ter sua beleza associada à exposição do seu corpo. Ele lhe tornou livre para não precisar andar como o mundo, escrava da moda. Ele lhe tornou livre para poder ser modesta enquanto o mundo prega que você deve ser sensual, deixar os ombros de fora (numa tentativa de ser sexy), usar decotes provocantes e roupas curtas e coladas. Ele lhe tornou livre para que você pudesse andar modesta, refletindo a luz dEle, não para ser confundida com alguém fútil e indecente. Mas, muitas vezes, nós mulheres, negamos esta liberdade, e com ela negamos O nosso Salvador.


Querida amiga, recentemente vi uma notícia de uma exposição de fotos de mulheres famosas, de “cara lavada”. Ontem, por indicação de uma de nossas leitoras, assisti a um vídeo (que compartilho abaixo), de gente secular chamando a atenção para esta escravidão em nome da beleza e da moda. Nós fomos chamadas para ser luz, mas se a nossa luz não brilhar, as pedras irão clamar. Nós poderíamos ensinar a todas as mulheres do mundo que elas não precisam ser escravas, mas como faremos se nós mesmas somos? Eu quero convidar você a tomar posse da liberdade que Cristo lhe oferece, e a ajudar outras mulheres a serem livres para serem belas.

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